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Este site utilizou para a sua arte partes ou pedaços de mapas reais feitos no decorrer da nossa história são eles:

Mapas utilizados na Animação por ordem de aparecimento:

1) Mapa da América Astral (cerca de 1600 por Luís Teixeira):

 
  No inicio do século XVII, a América portuguêsa já não era a terra "onde nada se encontrava de proveitoso" que Américo Vespúcio descrevera quase 100 anos atrás.
A agricultura de exportação, que vinha se desenvolvendo no Brasil havia contribuído para o povoamento da terra e era uma nova fonte de riqueza para a Coroa portuguêsa.
Os canaviais espalhavam-se pela costa e o açucar alcançava altos preços no mercado europeu.
Assim de selvagem e inóspito, o Brasil transformou-se rapidamente em uma próspera colônia.
Com tudo isso cresce o interesse pelas coisas da terra.
Na cartografia, os mapas do Império Atlantico Português já aparecem enriquecidos dos detalhes e revelam uma visão de conjunto dem aproximada da configuração geográfica real.
Nessa carta elaborada em 1600 e assinada por Luís Teixeira, o continente americano é representado em toda a sua extenção desde a Groelândia até o estreito de Magalhães.
O centro de interesse é a costa Atlantica, embora a costa banhada pelo Pacifico também apareça na América Meridional. No entanto a colonização era apenas litorânea, como demonstra a abundande nomenclatura que aparece designando os acidentes da orla marítima, contrastando com a ausência quase completa de informações precisas sobrê o interior do continente.
A carta inclui ainda a costa oriental da África e Europa.
E o original e,m pergaminho iluminado, mede 82 X 98 cm e se encontra na Biblioteca Nacional de Florença.

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2) Carta de Piri Réis (de 1513 por Piri Réis)
 

Piri Réis, navegante turco, resolveu reunir os conhecimentos que adquirira em suas viagens em um único livro, que se chamou "No Mar" e foi publicado em 1521.
A obra descreve as ilhas e a costa do Mediterrâneo, mas inclui referências sobre a cartografia conhecida e a uma mapa-mundi que o próprio Piri Réis compusera em 1513, com base em cartas Portuguêsas e Árabes.
O fragmento que restou do mapa original encontra-se hoje no Palácio de Tapakpu Saray, na Túrquia, e nele a costa do Brasil estende-se até o rio da Prata, provando que os navegadores portuguêses já haviam visitado o grande estuário em data anterior a 1513.
As legendas em turco, informam que:
"os nomes, deu-os Colombo, para que por eles sejam conhecidas".
Ao que parece Réis teria obtido esta nomenclatura através de um navegador companheiro de Colombo, depois aprisionado e feito escravo pelos turcos.

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3) Terra Brasilis (de 1519 por Lopo Homem)
  Na Biblioteca Nacional de Paris encontra-se uma coleção de mapas conhecida como "Mapas de Miller". Apesar do nome, os mapas são de origem portuguêsa, podendo ser atribuidas a Lopo Homem, cartógrafo oficial do Reino nas primeiras décadas do século XVI.
"Terra Brasilis", uma mapa feito a mão sobre pergaminho, faz parte desse atlas e deve ter sido desenhado em 1519, ainda sob o reinado de Dom Manuel.
Detalhada nomenclatura (constam 146 nomes) indica pontos da costa brasileira, do Maranhão à embocadura do rio da Prata.
Mostra ilustrações realistas dos habitantes indígenas, alguns deles cuidando da extração do pau-brasil. As inscrições como era hábito na epóca foram feitas em latim. E as bandeiras uma ao norte (hoje a Guiana) e a outra ao sul (atual Argentina) assinalam os pontos extremos do avanço português. Antes de 1520, o Tratado de Tordesilhas, que limitava as terras de Santa Cruz com as possessões espanholas, já não era cumprido.

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4) Costa do Brasil (de 1571 por Vaz Dourado)
  "Nesta folha está lançada toda a costa do Brasil do Rio Amazonas até o rio da Prata"
Esta é a inscrição que se encontra margeando a décima-segunda folha do Atlas de Fernando Vaz Dourado, guardado na Torre do Tombo, famoso arquivo de Lisboa.
Datado de 1571 esse mapa é todo feito com tintas da India e ouro.
A costa Atlantica do Brasil, nele representada tem as deformações características dos mapas do período:
O estuário do rio da Prata aparece deslocado para a direita.
Seguindo ainda os costumes da epóca, as terras de Portugal e Castela são definidas por escudos de armas dos respectivos reinos.
Bem no centro do território Brasileiro, há um tronco de légua ornamentado, mostrando a escala que foi usada na confecção do mapa.
Vaz Dourado é bastante minucioso na nomenclatura ao longo do litoral e ainda acrescenta em letras vermelhas bem nítidas:
"Costa do Brasil, Rio Amazonas, o Maranhão e Terra do Imperador" todas no sentido vertical.
Uma reprodução do original foi feita em 1899, por ordem do Barão do Rio Branco, que a incluiu em seu livro "Fronteiras entre o Brasil e a Guiana Francesa".

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5) Capitanias Hereditárias (de 1574 por Luís Teixeira)
  Em 1532, Dom João III dividiu o Brasil em capitanias, tentando incentivar o povoamento. A partir do litoral a terra foi repartida em faixas paralelas e irregulares, doadas aos mais ilustres fidalgos da côrte portuguesa .
Muito tempo depois, em 1574, Luís Teixeira desenhava este mapa (hoje na Biblioteca da Ajuda em Portugal), em que aparecem as capitanias hereditárias com seus respectivos donatários (do norte ao sul):
Rio Grande, Itamaracá, Pernambuco, Bahia, Ilhéus, Porto Seguro, Espírito Santo, paraíba do Sul e São Vicente.
A Bahia, cosiderada capitania de Sua Majestade, era a sede do governo geral do Brasil.
No mapa, a linha de Tordesilhas aparece deslocada dez graus pro oeste, mas é provável que o erro seja proposital, pois favorecia aos portuguêses, estendendo mais pro ocidente as fronteiras da colônia brasileira.

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6) Brasilia (de 1666 por João Teixeira Albernás)
  Desenhado em 1666 por João Teixeira Albernás, esse mapa não apresenta inovações.
Já nas cartas portuguêsas do século XVI, pode se notar várias de suas características:
Os estuários do Amazonas e do Prata aparecem no mesmo meridiano, sendo incluído assim nos dominios Lusitanos, toda a bacia platina; a parte leste do País é representada com quase o dobro da extensão.
Manuscrito primorosamente colorido o mapa de Albernás mostra a costa brasileira, ponde a nomenclatura é abundande e muito nítida.
Grande parte do espaço interior da carta é ocupado por um vistoso escudo com armas de Portugal, encimado com a coroa do Reino.
Ainda a embelezam uma grande rosa dos ventos e uma flor-de-lis ornamentada.
Este mapa é uma das páginas do livro "Livro de toda a costa da Província Santa Cruz", atlas adquirido pelo Brasil em 1943.

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Já na parte do site propriamente dita, para o banner superior utilizou-se uma amalgama de dois mapas.
Para compor o fundo do banner, valeu-se do uso de uma parte do mapa "De Santo Agostinho a Paraíba" de João Teixiera Albernás e o desenho que aparece no canto inferior direito do banner é um pedaço espelhado do mapa "Novus Brasilae Typus" de Guglielmo Blaeus, descrições mais detalhadas abaixo:
 
1) De Santo Agostinho à Paraíba ( de 1631 por João Teixiera de Albernás)
  Foi Dom Jerônimo de Ataíde, donatário da Capitania de Ilhéus, que em suas viagens reuniu informações para a confecção dos 36 mapas que compõem o atlas "Estado do Brasil".
A partir dos elementos fornecidos pelo fidalgo João Teixeira Albernás, cosmógrafo real, desenhou e ilustrou as cartas, hoje conhecidas pelo seu nome (Mapas de Albernás), concluindo-as em 1631.
A coleção, manuscrita e enfeitada com aquarela, mostra todo o litoral desde o rio da Prata até a barra do Amazonas.
A região de Pernambuco, que estava em grande evidência, não só por ser a capitania mais próspera, mas também porque os holandeses a invadiram (1630), mereceu cinco mapas.
Um deles é o "De Santo Agostinho à Paraíba", que contém (à semelhança dos outros) referências detalhadas aos acidentes geográficos do litoral.

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2) Novus Brasiliae Typus (de 1630 por Guglielmo Blaeus)
  Movidos pelo interesse de conquistar as terras brasileiras, os holandeses elaboraram uma vasta coleção de mapas, que surpreende pela perfeição de pormenores.
Um desses excelentes mapas é o "Novus Brasilae Typus", gravado por Jodocus Hondius por volta de 1625.
Depois da tiragem de alguns exemplares, o clichê foi adquirido por Blaeus, que substituiu o nome do gravador pelo seu.
Ao longo do litoral o autor assinalou dezenas de nomes de acidentes geográficos, sempre em português, inscrevendo todas as capitanias em que o Brasil estava dividido. Area de especial interesse da Holanda, a Baia de Todos os Santos mereceu destaque, figurando no cartão de detalhe que aparece no bordo superior, no próprio corpo da carta, envolvido por motivos ornamentais.
Sem maiores informações sobre as areas do interior, o autor procurou preencher as lacunas co pequenos desenhos representando animais e cenas típicas da vida indígena.
A preocupação artística é uma constante no mapa. Nota-se por exemplo, as ilustrações que guarnecem as cartelas de inscrição do título e das escalas. O mar do Norte, como era então conhecido o oceano Atlântico, aparece na parte inferior da carta, que tem a face oriental voltada para baixo.


Todas as informações bem como as ilustrações fornecidas nesta sessão foram retiradas do livro "Mapas Históricos Brasileiros" da Abril Cultural
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